Biotério: animais sadios, garantia de bons produtos

O Biotério é importante base da produção de soros e vacinas. O Laboratório de Controle Sanitário Animal, responsável por manter e controlar a saúde dos animais usados nos testes em geral, está também colaborando com o controle sanitário dos cavalos, além da já rotina com os quase 7000 camundongos, 300 cobaias (preás), 700 coelhos e 200 ratos criados no Biotério. Todos nota 10 em saúde, animais de qualidade para garantir ao Instituto Vital Brazil produtos finais de altíssima qualidade.
Periodicamente, os animais são submetidos a exames de sangue e parasitológicos, além de necropsias. Eles não podem ter o menor problema de saúde, pois o uso de medicamentos pode reagir com os produtos testados, mascarando os resultados.
O trabalho para evitar a entrada de doenças no plantel é incessante. Os cuidados vão desde o tipo de ração usado, a limpeza do ambiente, a higienização dos criadouros e, inclusive, a qualidade do ar e da água, sempre em busca das condições ideais. Mesmo nos fins de semana e feriados, é proibido parar. Plantonistas se revezam para que nada saia errado. Ao menor sinal de problema, a equipe trabalha para saná-lo rapidamente.
A conhecida qualidade dos animais motiva cada vez mais a permuta e a solicitação de exemplares das espécies por outros órgãos. A missão é grande, não se resume à criação de animais usados para alimentar outras espécies. É um trabalho científico que garante ao Instituto Vital Brazil a certeza de produtos de qualidade comprovada.
Por mais de um século, os animais de laboratório vêm sendo utilizados em pesquisas biomédicas e produção de imunobiológicos. Estudos de anatomia, fisiologia, imunologia e virologia, dentre outros, são realizados nestes animais, o que permite um avanço considerável no desenvolvimento da ciência e da tecnologia em benefício da humanidade. Muito solicitados no Controle de Qualidade dos medicamentos, sua criação requer cuidados especiais visando à manutenção da qualidade sanitária e genética dos animais, desde manejo adequado, redução de stress, sistemas de climatização (refrigeração e exaustão), profissionais qualificados etc.
Atualmente são criados no Instituto Vital Brazil, os seguintes animais: camundongos, cobaias, coelhos e ratos.

Camundongos

Posição Taxonômica
Classe: Mammalia
Ordem: Rodentia
Família: Muridae
Gênero: Mus
Espécie: Mus musculus

Sua utilização como animal de laboratório deve-se, principalmente, a seu tamanho, prolificidade, curto período de gestação (21 dias), docilidade de fácil manutenção e manejo. Por estas características, se tornou o mamífero mais utilizado na experimentação científica em todo o mundo. Criado para laboratório dentro de padrões sanitários que exigem manejo adequado, climatização com sistema de exaustão e refrigeração, esterilização de caixas, camas, bebedouro e, manipulados por profissionais qualificados.

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O corpo do camundongo é fusiforme, e o comprimento de sua cauda pode ultrapassá-lo. Nasce pesando em torno de 1g, desprovido de pelos, com exceção das vibrissas (pêlos táteis), com o corpo avermelhado, de olhos fechados, pavilhão auricular fechado e aderido à cabeça. Os filhotes pesam em média 1g.

Cobaias

Posição Taxonômica
Classe: Mammalia
Ordem: Rodentia
Família: Cavidae
Gênero: Cavia
Espécie: Cavia porcellus

A cobaia, coelhinho, preá ou porquinho da índia (Cavia porcellus) é um animal versátil que possui um papel importante no desenvolvimento de pesquisas, produção e controle de medicamentos.

São tímidos, dóceis e raramente mordem ou arranham. Conhecidos por muitos como símbolos dos animais de laboratório, sua utilização para este fim reporta de 1790 com Lavoisier em investigações relacionadas ao calor. Atualmente muito utilizadas em experimentações relacionadas à nutrição, farmacologia, imunologia, alergia, radiologia, entre outras.
O termo cobaia, por extensão (e em sentido figurado), passou a designar o campo ou objeto de alguma pesquisa científica.

A cobaia é um roedor de baixa estatura, corpo arredondado e desprovido de cauda. São animais de olhos salientes, vivos e brilhantes. Suas orelhas são pequenas, largas e dobradas. Os filhotes já nascem cobertos de pêlos, com olhos abertos e dentição completa, o que lhe confere uma precoce auto-suficiência, uma vez que já podem consumir alimentos sólidos com três a cinco dias de idade.

Coelhos

Posição Taxonômica
Classe: Mammalia
Ordem: Lagomorpha
Família: Leporidae (coelhos e lebres)
Gênero: Oryctolagus; Sylvilagus; Pentalagus; Romeralagus; Pronolagus; Caprolagus
Espécie: Oryctolagus cuniculus

Proveniente da Península Ibéria e do norte da África, o coelho caseiro tem sua origem a partir da domesticação e criação de coelhos silvestres na Idade Média, principalmente nos mosteiros franceses.

Várias características levaram os coelhos a serem considerados animais de laboratório, pois, devido à sua seleção genética e a convivência com o homem, tornaram-se animais dóceis e de fácil manejo.
Foi um dos primeiros animais utilizados na experimentação biomédica. Pasteur, em 1884, demonstrou que cães poderiam se protegidos contra o vírus da raiva, mediante imunização realizada com medula espinhal dissecada de coelhos infectados. As grandes veias marginais de sua orelha proporcionam um acesso fácil ao sistema circulatório, constituindo-se um recurso valioso na investigação sorológica e imunológica.
Os coelhos possuem corpo arredondado, cabeça grande e largas orelhas. Sua audição e olfato são bem desenvolvidos, e seu campo de visão é amplo.

Ratos

Posição Taxonômica
Classe: Mammalia
Ordem: Rodentia
Família: Muridae
Gênero: Rattus
Espécie: Rattus norvegicus e Rattus rattus

Este animal acompanhou o homem em seu avanço pelos continentes, sendo encontrado atualmente em praticamente todas as latitudes. Criado atualmente na maioria dos biotérios, suas primeiras colônias utilizadas na experimentação tiveram origem nos Estados Unidos.

Acredita-se que tenha sido a primeira espécie de mamífero domesticada para fins científicos. A grande difusão deste animal em laboratórios se deu com Hery H. Donaldson, que no Wistar Institute, na Filadélfia, criou uma equipe que se dedicou à padronização de colônias de rato a partir de quatro casais albinos que ele trouxera de Chicago, elaborando tabelas com dados biológicos destes animais.
O corpo do rato é fusiforme, e o comprimento de sua cauda pode ultrapassá-lo. O animal nasce desprovido de pêlos, à exceção das vibrissas (responsáveis pelo tato), com o corpo avermelhado, olhos fechados, pavilhão auricular também fechado e aderido à cabeça. Os filhotes pesam de 4g a 6g. O rato não possui glândulas sudoríparas.